sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O Jovem do Bem

Em um de nossos encontros os jovens estavam preocupados em saber de que forma agir para serem felizes, para se “darem bem”, para que as coisas boas acontecessem com eles. Então lembrei de um capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo e adaptei para os jovens, e a coisa ficou mais ou menos assim:
O Jovem do bem é justo, respeita os direitos dos outros, respeita a natureza, sabe que é respeitando que se é respeitado.
Quando é liderado compreende a posição que ocupa e se empenha em fazer o melhor.
Quando é líder trata os liderados com benevolência, entendendo que todos são iguais perante Deus, procura sempre elevar a moral do grupo e manter a união.
O jovem do bem é eficaz, porque não abusa daquilo que lhe foi dado, é humilde pois aproveita sempre para ressaltar o que os outros tem de melhor.
Ele se conhece, pois reconhece e estuda suas próprias imperfeições, combatendo-as no seu dia-a-dia.
O jovem do bem é discreto, não procura defeitos nos outros para depois espalhar. É dócil e tolerante, sendo indulgente para com as fraquezas alheias, pois sabe que também tem fraquezas e que necessita do ombro amigo de outras pessoas.
Ele perdoa, pois tem em seu espírito as palavras do Mestre: “é perdoando que se é perdoado”, e se esforça na prática do bem, pois sabe que o sol nasce todo dia para todos e que praticando o bem aprimora sua força vital no caminho para a felicidade e evolução espiritual.
Enfim, sabe que ninguém é perfeito e que se continuar na busca de sua melhora interior alcançará uma pequena parcela do que podemos chamar de felicidade.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

O Ser

Quem nunca se perguntou o que somos? Por que estamos aqui? Para onde estamos indo? Estamos sozinhos no universo?

Obviamente que não tenho a pretensão de responder a estas questões, mesmo porque também tenho estas e outras dúvidas mais. Mas gosto de pensar que estamos aqui por alguma razão maior que não aquela de simples sobrevivência e que seria uma enorme pretensão pensarmos que na imensidão dos diversos universos, somos o único planeta habitado por uma espécie “inteligente”.

Dito isto, vamos analisar as questões acima.

Se acreditarmos na existência de uma força superior, uma Energia Cósmica Universal que criou a tudo e todos, que criou os homens simples e ignorantes e que a todos equipou com Sua centelha: a Consciência e que a Consciência é composta de duas metades: a Inteligência e o Livre-Arbítrio. Que existem Leis Naturais, desde sempre pré-estabelecidas, imutáveis, justas, perfeitas, infalíveis, em estreita ligação com a Consciência, temos uma pequena ideia do por que estamos aqui: evoluir sempre rumo à eternidade.

E por evolução entenda-se a aquisição e prática constante de virtudes, com consequente banimento de defeitos. E para que possamos evoluir sempre, é necessário que reencarnemos várias e várias vezes. E para tanto temos que nos despir de nosso corpo material e assumir um corpo mais energético (espiritual), voltando a nossa forma original de criação. Portanto somos espíritos e como espíritos devemos sempre nos sobrepor à matéria, que nos é extremamente útil, mas que nós, espíritos, devemos comandar e usar para o nosso bem e o bem de todos os que nos rodeiam.

Ao olhar o céu de uma noite estrelada percebo o quão imenso é o universo e retorno às minhas questões e logo tomo consciência de que todas as respostas estão dentro do próprio homem e que nosso destino é a Evolução permanente.

Marco Antônio Quevedo

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Por que Essas Coisas só acontecem comigo?


Muitos jovens em nossos encontros semanais no ICEF(Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis) nos trazem esta pergunta: “por que isso só acontece comigo?  A resposta é direta e simples: Porque você mesmo provoca.”

O espanto é geral.

 – Como assim? Então sou eu que faço as coisas ruins acontecerem comigo?
- Isso mesmo.

Para podermos entender melhor a questão, vejamos o seguinte:
O corpo físico do ser humano é uma máquina muito bem projetada e constituída de diversos membros e órgãos que compõe os sistemas. Esses membros e órgãos são compostos por células, que por sua vez são compostas por moléculas, que são compostas por átomos que são compostos por elétrons, prótons e nêutrons e que são compostos por partículas ainda menores. Os elétrons giram ao redor do núcleo onde estão os prótons e nêutrons. Os elétrons estão sempre em movimento, mesmo em um objeto inanimado.  Este movimento gera energia, que gera um campo eletromagnético, que dependendo da intensidade pode interferir de forma significativa sobre outro objeto(ex: imâ).

Nosso cérebro é composto por milhões de neurônios que são as unidades funcionais do sistema
nervoso: são eles as células excitáveis cuja atividade elétrica é comunicada a outras células, mesmo a um metro de distância (por exemplo, para levar informação da medula espinhal até o seu dedão do pé). Podemos admitir que nossos pensamentos se originam no cérebro. Quando pensamos, uma determinada região do cérebro é ativada e os neurônios que  lá se encontram aumentam a sua atividade elétrica de acordo com aquilo que estamos pensando. Estes pensamentos se transformam em ondas eletromagnéticas que se propagam em todas as direções para fora de nosso corpo físico.
Sabemos que na natureza existe a lei de ação e reação, ou seja, a toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e sentido contrário. Todo pensamento que emitirmos, toda ação ou inação que fizermos, voltará para nós. Se pensarmos e fizermos o bem, receberemos o bem. Logo ao pensar que só coisas ruins acontecem com você, elas continuarão acontecendo.

Como melhorar isso?

Ao invés de dizer “Eu odeio aquele professor”, podemos pensar que por ele estar passando por alguma dificuldade ele foi grosseiro e então emitirmos pensamentos de amor e amizade em direção a ele.

Dar a vez ao colega na fila do lanche, ajudar um amigo a levar a mochila mais pesada, dar um sorriso, um abraço amigo, um aperto de mão.

Ações no bem induzem pensamentos no bem e assim um vai influenciando o outro, desta maneira gerando um círculo de bondade cada vez mais crescente.

Ao participarmos de grupos de estudo em qualquer religião estamos ajudando o nosso bom pensar.

Mas e quanto ao nosso espírito?

Bem isso é assunto para um outro encontro.

Até breve.

Marco Antônio Quevedo

sábado, 30 de maio de 2015

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O jovem e a questão da existência de Deus?

Sempre que adquirimos um conhecimento ele fica armazenado em nossa memória até que por um motivo qualquer precisamos dele. Quando o acessamos vemos que ao longo do tempo aquilo que tínhamos por verdades absolutas, transformaram-se em meros fatos que em alguns casos não fazem qualquer sentido. Ao acessarmos os arquivos de memória vemos que aquilo que sabíamos a instantes atrás já modificou, pois na medida em que o tempo vai adiante, novas experiências são adicionadas ao nosso HD e por conseguinte, passamos a observar de um modo diferente aquilo que já havíamos visto anteriormente.

Nossa percepção sobre aquilo que nos cerca muda conforme adquirimos mais conhecimento.

Ao nascer, aquele serzinho desprotegido necessita de todo o apoio, carinho e amor de outros seres para poder sobreviver. Conforme o tempo passa, este ser vai aprendendo a falar, andar, alimentar-se sozinho e então inicia sua fase de aprendizado por tentativa e erro. Tudo quer tocar, quer experimentar...

O jovem vai do maternal ao fim do ensino fundamental pensando em aproveitar a vida, praia, surf, futebol, cinema, rolezinho no shopping, pensa que tudo sabe, acha que tem todas as respostas. Muitos desistem de estudar e...

Mas vem o ensino médio e percebem que seu conhecimento não passa de um grãozinho de areia na infinitude do deserto. E se apavoram...

Vestibular? Meu Deus! Que horror!

“Eu sei que nada sei”. Esta é a única certeza que têm.

Alguns desistem, outros persistem... enfim. Ensino superior.

Os ponteiros do relógio são implacáveis, tictactictactictactictactictac...E aí começa a bater uma saudade dos tempos de infância, de adolescência, daqueles dias que antecederam o vestibular, os dias de faculdade, o namoro, o casamento, os filhos, o emprego, os pais que já desencarnaram, os avós, os amigos que já não estão mais ao nosso lado! Minha nossa, o tempo passou e eu não fiz nada!

E aí voces vão me perguntar: onde está a questão da existência de Deus nisso tudo?

Por que me aprofundar nesta questão?

Já vimos que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas que  é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. “Criou o Universo, que abrange todos os seres animados,e inanimados, materiais e imateriais.

Como e por que ter esse conhecimento e poder aplicá-lo ao nosso dia a dia?

Eis a questão.

O Sexo e o Casamento

Em nosso encontro do ICEF Jovem no último sábado discutimos um assunto muito legal, o qual preparei um pequeno artigo e transcrevo abaixo.

O Sexo e o Casamento


Quando pensamos em casamento, o que nos vem à mente?

Aquela coisa de entrar na igreja com a noiva toda de branco e o noivo em um terno todo trabalhado, especialmente para a ocasião, não é mesmo?

Podemos pensar também que é a união de duas pessoas que se amam e que pretendem ficar juntas por toda uma vida.

O que é sexo?
Podemos dividir nos gêneros masculino e feminino.
Podemos pensar no ato sexual apenas pelo prazer que ele nos proporciona.
Podemos pensar no ato sexual como a união energética de dois espíritos que se afinizam e que querem estar juntos.

Em nosso mundo material temos as necessidades materiais, orgânicas e fisiológicas, que muitas vezes são confundidas com nossas necessidades psicológicas, ou seja, aquela vontade incontrolável de praticar o ato sexual sem restrição alguma.

Se o casamento é a união de dois seres e o ato sexual é a união energética de dois seres, fica evidente
que o ato sexual praticado dentro do casamento é a união sublimada de dois seres que se afinizam.
Praticar o sexo inadvertidamente com qualquer parceiro foge da questão primeira que seria a de reprodução e fere a questão segunda que seria a sublimação, a troca de energias positivas.
Quando trocamos constantemente de parceiros, nossas energias se confundem e podem gerar um desequilíbrio energético que pode causar desequilíbrios em nosso corpo físico.
Sem querer fazer julgamentos, devemos pensar muito bem antes de praticar o ato sexual com qualquer parceiro e que casamento é sim uma união de dois seres que se afinizam e querem permanecer juntos por toda uma vida. O adolescente tem maturidade biológica para o sexo, mas falta-lhe a maturidade psicológica para assumir as responsabilidades inerentes à atividade sexual, envolvendo compromisso, lealdade, sinceridade. Muitos não assumem nunca. Querem apenas "fazer amor", expressão infeliz de quem confunde amar com "transar".

Podemos atribuir o crescente número de casamentos fracassados que existe ao resultado desses “amores” inspirados em humores sexuais, num envolvimento passional que gera casamentos precipitados, filhos negligenciados, tensões e angústias, abortos e suicídios, em lamentáveis semeaduras de desequilíbrio e sofrimento.
Portanto poderíamos dizer que o jovem espírita estará no caminho certo se respeitar as pessoas com as quais venha a se relacionar afetivamente, tanto quanto gostaria que seus irmãos fossem respeitados.

Por Marco Antônio Quevedo